A miséria da política!

Este nosso espaço pretende marcar presença semanal com alguns diálogos, análises e reflexões sobre política. Nosso novo cantinho vai procurar fazer o contraponto em questões pertinentes, sobre temas relevantes e inquietantes com os quais, de algum modo, repercutiram no imaginário social.

Para começar, vamos focar naquilo que foi dito (maldito) por alguns políticos recentemente. Impressionante… Como sai bobagem da boca dos parlamentares brasileiros. Quase tudo mesmo, quase sempre é bobagem! Da boca de um ex-presidente da república, de um deputado federal e de um vereador de Maceió, então?! Todos os impropérios dignos da arrogância, soberba e desrespeito ao cidadão, ao eleitor.

Não bastasse toda falta de comprometimento político com os reais problemas sociais do país e as inúmeras denúncias de corrupção que pesam sobre a grande maioria; os parlamentares brasileiros não se intimidam – nem um pouco – com a opinião pública e falam tudo que querem muito além da conta. São racistas, homofóbicos, preconceituosos e prepotentes. Tem de tudo! Ah, mas tem um bando de “intelectualóides” de direita que dirão que os parlamentares são mero reflexo da sociedade, que o legislativo espelha as nossas contradições seculares. Não sou partidário desta tese… Representação política no Brasil?! É, sim, privilégio de poucos grupos sociais, predominantemente, da elite.

Infelizmente, nossos políticos ainda acham que o cheirinho do cavalo é melhor do que o do povo. Portanto, comportam-se completamente alheios aos seus interesses. Com perplexidade ouvimos a tudo – enquanto eles – irresponsavelmente, sempre voltam e afirmam que o problema do Brasil é que ainda não se descobriu o problema do Brasil. Eureca! Parece piada, mas a frase (redundante) do ex-presidente Fernando Collor é a mais pura contradição e verdade em movimento semântico. De fato, como disse Collor: todos continuarão governando até o término dos seus mandatos. Como?! O mandato não é do partido, tampouco é do individuo…?! O mandato é do grupo, da classe social. Muda-se o político, nunca a política. Permanece a família, o pai, o filho, a classe social, o setor econômico, a oligarquia. Entendi senador! Todos continuarão no poder enquanto existir o poder?!

Alagoas é um celeiro de “grandes” nomes da política nacional, tanto quanto de grandes frases. Mas o problema da língua solta não é privilégio de políticos alagoanos. Recentemente FHC deixou claro o quanto sua recusa em assumir a cadeira de Habermas, preferindo a cadeira do senado, provocou o sepultamento de um intelectual e o nascimento de um péssimo político. A realidade dinâmica da história deixa-o completamente perdido e incapaz de realizar uma leitura honesta do real – real de fato, não a moeda ou plano econômico. FHC tenta, mesquinhamente, adequar a realidade aos seus interesses e as suas análises, nada representa além da manipulação medíocre e grosseira das teorias a seu favor. Felizmente, entorpecido pela própria vaidade, deixou claro em recente artigo (O papel da oposição), o quanto distante pretende ficar do “povão”. Acredite FHC – o “povão” agradece!

Numa outra desastrosa, infeliz e intrépida manifestação pública de um político brasileiro, deputado Jair Bolsonaro – não menos nefasto e calhorda do que o príncipe tupiniquim da Sorbonne – exalou todo cheiro de naftalina de quem, há muito tempo, permanece preso no armário. Durante programa CQC, fez inúmeras declarações e insinuações grosseiras e preconceituosas que não devem ser repetidas aqui. Logo após o tosco deputado reacender o debate sobre o racismo e homofobia no Brasil, foi a vez de um vereador chamar de provocação e ato de petulância o desejo legítimo e legal do seu próprio partido ter acesso às suas prestações de contas.  Solicitado para tornar suas contas públicas e abertas, o “nobre” vereador tratou de reagir chamando de petulante quem deseja a transparência do dinheiro público!

O “povão” formado por negros, gays, mulheres e gente de toda sorte entendeu o recado dos três políticos brasileiros e manda avisar: vai cobrar ética, honestidade, tolerância e liberdade, além de zelo com dinheiro público, transparência e comprometimento político hoje e sempre! Se isso é ser petulante ou “povão”?! Então, sejamos todos! Tenho dito!

Twitter: @fleming_al

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